Trava línguas!

multilingual

Domingo, 10:00 da manhã, eu e um amigo resolvemos ir pra faculdade terminar nosso report (sim, faculdade ao domingo) e de repende um senhor nos ouve falando em português na estação de tram.  No começo ele nos olhava um tanto encabulado até que ele resolve chegar perto de nós e perguntar se éramos brasileiros.

“Yes, we are!” respondi à ele. Depois de algum tempo foi que eu percebi que ele tinha perguntado isso em espanhol (sim todos aqui pensam que no Brasil se fala espanhol), eu desta vez respondi em inglês justamente porque não falava em espanhol mas conseguia entender por causa da semelhança com o português. Deu pra entender?

Pois é, uma das coisas mais legais de fazer dois intercâmbios é justamente as diferenças entre as línguas e até na nossa própria língua materna, o português.

Quando morei em Portugal, meu primeiro desafio foi entender o “português de portugal” tão semelhante e tão diferente ao mesmo tempo! Tive que aprender algumas coisas tipo: PUTO é o nosso rapaz, PICA é injeção, RABO é Bunda, NATA é creme-de-leite, e por aí vai…

Eu achava que só teria essa diferença lá, até começar a morar numa casa com um carioca, duas brasilienses, 2 paranaenses, 2 gaúchas, um mineiro e de quebra eu, paulista. Aprendi dessa vez as diferenças no português falado no brasil, eu dizia “cara” para me referir a algum rapaz, o Pedro (carioca) falava Leke, o Pedro (mineiro) dizia Véi, a Dan e a Déia (brasilienses) diziam Minino, a Jana e a Helô falavam guri e por fim as gaúchas Gabi e Karina sempre diziam Piá ou Guri. Uma verdadeira “torre de babel”, isso porque não dá pra falar aqui dos dialetos de cada um, dos sotaques e das gírias.

Até que… Cheguei na Austrália, mais especificamente Melbourne! E tome mais “dialetos” brasileiros, morando com dois gaúchos, um nordestino e um colombiano.

Melbourne é conhecida por ser a cidade mais multicultural e mais receptiva do mundo! Não é à tôa que em apenas um dia andando próximo da minha casa, com certeza eu terei ouvido Chinês, Árabe, Espanhol, Português, Grego, Alemão, Indiano, Thailandês e continua, pois tem língua que eu nem ouço à arriscar.

Vim aqui para aprender inglês mas percebo que não foi só o inglês que aprendi, aprendi um idioma mundial e só quem vive isso pode dizer. Mesmo quando a pessoa não fala inglês, português ou espanol (idiomas que eu entendo) facilmente você consegue se comunicar, os taxistas indianos que o diga!

A Austrália tem dessas: você é brasileiro falando português, se comunica com um australiano nativo fluente mas quer conversar com você espanhol e você que interpretou o espanhol pelo seu português responde suavamente em inglês e conversa flui tranquilamente! Quem tá de fora (os australianos) acham que somos loucos!

Por fim, gostei tanto de experiência multilinguística que estou indo pra quarta língua, o FRANCÊS!

Quero só ver no que isso vai dar….

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Academic English – Primeira Etapa Concluída!

Eu e a Professora Chinesa, Daisy Souza!

Eu e a Professora Chinesa, Daisy Souza!

O blog andava um pouco desatualizado, motivo: exames, testes, reading, writing, listening, persuasive essay (redação persuasiva) e muitas outras atividades. As últimas semanas foram bem corridas, mas aqui estou eu de volta.

Hoje eu terminei a primeira etapa rumo à Universidade, antes de iniciar Veterinária na La Trobe é preciso terminar o curso de inglês para futuros estudantes (English for Further Students – EFS), este curso tem vários níveis e vai de 1A e 1B até 6A e 6B, para poder cursar a faculdade eu terei que terminar o nível 5B. A meta para que tudo desse certo até o início das aulas era que hoje eu terminasse o nível 4b, e hoje eu finalmente cumpri essa meta.

Talvez para muitas pessoas isso não tenha relevância, mas pra mim cada dia e cada passo tem sido uma nova descoberta e todos os dias tem sido superação,  terminar esse nível de inglês acadêmico foi uma vitória, hoje finalmente eu fui aprovado no nível 4B. Agora só falta apenas o nível 5a e 5b.

Mas porque eu estou escrevendo isso?
R.: Por que eu jamais imaginava viver o que eu tenho vivido aqui, sempre tive vontade e sempre quis falar inglês, achava sempre bonito as pessoas se comunicando com os outros, se expressando, lendo e escrevendo e, tudo aquilo que sempre quis eu alcancei hoje.

Ainda tenho um caminho longo pra trilhar em terras australianas, mas hoje o fato de conseguir me expressar, conversar, escrever, falar e ouvir, NÃO TEM PREÇO QUE PAGUE! Foi algo bem simples, mas hoje, na hora que peguei meu primeiro certificado de APROVADO no Academic English UPPER INTERMEDIATE, me fez olhar pra trás e ver que TUDO VALEU A PENA!

“If you can dream it, you can do it!”  

Último de Aula de Nível 4.

Último de Aula de Nível 4.

Sua empregada fala inglês?

empregadaTem um vídeo correndo pelos 4 cantos aqui na Austrália entre a comunidade brasileira. Se trata de uma empregada que atende um telefone e sua patroa não está. Do outro lado da ligação, uma australiana, tentava de mil formar passar um recado à empregada, sem sucesso.

Risadas à parte, alguns não se dão conta de quão importante é o inglês. Quando morei em Portugal, apesar de ter estudado Veterinária no idioma português, sofri bastante por não ter um inglês tão bom assim. Recebia várias bibliografias em inglês, materiais em inglês e não havia sequer 1 livro em português na biblioteca na Universidade do Porto para que eu pudesse me contentar em ter tudo “de mão beijada”. Em Portugal, o inglês não era nem considerado uma segunda língua, a maioria das pessoas falavam inglês e ter uma segunda língua era saber falar francês, alemão, espanhol ou outra língua que não fora o inglês. Fiquei impressionado um dia quando um mendigo veio nos pedir esmola e quando fingimos que não sabíamos português, ele começou a pedir as esmolas em inglês…

Ainda bem que houve tempo e agora estou aqui na Austrália, estudando primeiramente o inglês para só depois disso poder entrar pra faculdade, e garanto que não tem sido nada fácil.

Para um crescimento como o Brasil quer, é preciso também investir não só formação técnica, mas na formação em outros idiomas também, não só para os universitários com os programas de intercâmbio como o Ciência Sem Fronteiras, o ensino de outra língua deveria começar cedo, só que com qualidade. Já é possível ver um avanço através de incentivos e  alguns programas do governo federal como o Ciência sem Fronteiras, Inglês Sem Fronteiras, Francês sem Fronteiras, etc…  Acho que o Brasil está acordando nesse sentido, mas de nada adianta ter tantos recursos se nós alunos não dermos importância e dedicação à essas oportunidades.

Tiro base por mim, se eu tivesse o inglês tenho certeza que grande parte do caminho que trilhei pra chegar até aqui seria diminuído e a jornada muito mais fácil. Fico contente porque em tempo estou conseguido reverter isso, não tem sido fácil mas com certeza teria sido, se eu tivesse me dedicado muito mais que podia…

#PuxãoDeOrelhaEmMimMesmo!

Let´s talk in english!

Campo da La Trobe Melbourne. Gramática!

Campo da La Trobe Melbourne. Gramática!

E eu só achava que falava inglês…

Foi só chegar em Melbourne ou melhor, no “Stop Over” em Dubai – Emirados Árabes que eu percebi que não falava nada e o quanto essa língua é importante. Achar que não fala nada de inglês é a primeira sensação que qualquer imigrante tem ao chegar em um país diferente do seu, o que eu não imaginava é que seria um choque tão grande.

Quando aceitei esse novo desafio, sabia que teria enormes barreiras pra superar, a língua seria a maior delas, não que ficar longe da família, amigos, da Hanna, cultura nova, povo novo, não fosse um desafio, mas como já tinha feito um intercâmbio anteriormente, a língua permanecia sendo essa maior barreira.

Cheguei em Dubai e já me deparei com diversas situações, encontrar os locais corretos, encontrar a melhor forma para se deslocar para o hotel e ainda por cima marcar um city tour, estávamos em várias pessoas, foi um pouco difícil desenrolar, mas desenrolamos.
Já em terras australianas vi que não tinha como fugir, agora sim era hora de encarar de frente a língua inglesa, pra mim o maior problema seria a segurança em falar, já que achava que iam “tirar sarro” de mim ou do meu sotaque paulista com caipira, me enganei! Fui super bem recebido por aqui, os australianos nos ajudam e são sempre solícitos em tentar nos entender e nos ajudar a comunicar com eles.

Ao chegar  aqui decidi que iria perder os meus medos e insegurança e ia falar inglês independente do que achassem e tenho feito isso, estou aqui há apenas 10 dias e posso dizer que em 10 dias meu inglês melhorou e muito. O contato direto com a língua nova, falar “forçadamente” o inglês e ouvir o tempo todo os nativos faz você criar uma percepção diferente da língua, você passa a entender muito mais, prestar mais atenção e ir interpretando as coisas, com uma exceção: só não tem jeito para o “AUSTRALIAN ACCENT” (sotaque australiano) que não é difícil, é praticamente INCOMPREENSÍVEL em alguns casos! Logo eu aprendo… (risos)

Aula de Fonética

Aula de Fonética

Como alguns sabem, vim para estudar 6 meses de inglês antes dos 12 meses de graduação, estudo inglês na La Trobe Melbourne que é uma escola de inglês da própria La Trobe University que prepara os futuros alunos com a língua, o curso que faço lá é o English for Further Students, os níveis variam de 1A à 6A, antes de iniciarmos as aulas fizemos o “placement test” e graças à Deus fui alocado no nivel 4A, para que eu possa ingressar a faculdade eu preciso concluir o nivel 5B, ou seja, tenho 4 meses para tal, entretanto quero ir até o final que é o 6B para obtenção do diploma.

O curso em si é bem dinâmico, tenho 4 horas intensivas de curso de inglês por dia, 2 horas de inglês + intervalo de 2 horas + 2 horas de inglês, dá pra ficar bastante tempo na UNI, o curso é bem diferente pois trata-se do Inglês Acadêmico, ele é bem mais puxado e formal que o inglês que aprendemos na escola regular, os professores se gabam dizendo que o nosso curso é superior ao english tradicional e que IELTS é muito abaixo do que aprendemos, eles dizem que não estamos lá pra passar em um IELTS, estamos lá pra falarmos e escrevermos como verdadeiros nativos (assim espero!).

As aulas são divididas em várias matérias, são elas:

  • Essay Writing
    Academic Word Language

    english

    Academic English

  • Reading Skills
  • Listening & Note Taking
  • Call / Research
  • Writing Skills Paragraphs
  • Speaking Skills & Picture Prompt Discussion
  • Grammar
  • Reading Compreehension
  • Listennin Comprehension
  • Newspaper Article Discussion
  • ILC
    Resumindo, o curso lhe prepara para todos os tipos de situações, desde tomar notas acadêmicas durante a aula, até a escrita de redações acadêmicas, leitura dinâmica e discussões universitárias, tudo com foco no meio ACADÊMICO.

Tudo tem sido novidade, a adaptação agora tem ficado um pouco melhor, já é comum você começar a “pensar em inglês” e não é nada incomum juntar algumas vezes o português + o inglês numa frase só,  mas isso com o tempo a gente dá um jeito.

Tenho ficado pouco tempo no facebook, procuro postar fotos e notícias do que está acontecendo e nada mais que isso, ah é claro e postar no blog também, mas se tem algo que estou deixando aos poucos é o português, nessa altura do campeonato quanto menos eu falar português, melhor é para o meu aprendizado. E por falar em português, acho que já falei demais por aqui hoje, não?

Então… Até a próxima.

See you soon!
Bye!
#PartiuAustrália