Primeiras impressões sobre o Brasil

Finalmente cheguei ao Brasil e depois que consegui colocar tudo em seu devido lugar, estou aqui para contar algumas impressões que tive ao chegar em terras brasileiras. Vamos à elas:

Comida

feijoada(1)
A comida australiana é uma ‘comida do mundo’ com diversas variedades e para todos os gostos, ela é saborosíssima. Mas… Nada se compara àquele arroz com feijão feitos na hora com bastante alho e tempero, o pastel e a coxinha comidos ali na feira-livre aos sábados de manhã tem um sabor especial, o bife até parece mais suculento que o normal, uma paçoca do bar na esquina de casa parece ter sido criada por algum anjo divino, a feijoada é um manjar dos deuses, os bolos molhadinhos são espetáculo à parte e o pão francês com manteiga e o café-com-leite de manhã faz todo dia começar de bom humor.

Educação

ed2
Acho que essa foi uma das minhas frustrações ao chegar por aqui. Sempre ouvi que nós brasileiros somos um povo feliz e receptivo, E REALMENTE SOMOS. Mas pecamos um pouco na educação. Logo que cheguei acabei me esbarrando em alguns brasileiros por estar com umas malinhas bem pequenas (irônico). Acontece que, ao esbarrar nessas pessoas sempre pedia desculpas e nem sempre (na maioria dos casos) fui correspondido e quando eu mesmo sofria um esbarrão por conta de outras pessoas eu acabava pedindo desculpas por eu ter sofrido o mesmo e nem era eu que tinha o causado. Overseas, é muito comum as pessoas lhe pedindo desculpa o tempo todo, dizendo com licença’ para tudo e você acaba se acostumando com isso e fazendo o mesmo. É só uma pena que em alguns locais palavras como ‘com licença’, ‘por favor’, ‘obrigado’, ‘desculpa’, etc, ainda precisam estar pregadas em parede como fosse algo bom de se dizer e na verdade isso deveria ser algo natural e não como é hoje onde as pessoas precisam ficar lhe solicitando ser cordial.

Português

keep-calm-and-fala-português

Bem estranho! Eu sempre andava de bus, train ou tram e ouvia muitos diálogos, mas nem sempre procurava entender o que os outros estavam conversando, talvez pelo inglês não ser minha língua nativa, acaba vivendo sempre no meu mundo sem me importar com o ‘problema dos outros. Já no Brasil, eu entendo tudo, desde as coisas boas mas também as pessoas reclamando ou fazendo as “fofoquinhas”. Não que isto não aconteça lá fora, mas foi bem estranho chegar, conversar e ouvir tudo em português. Parece algumas vezes que você passa a fazer parte da vida e do problema das pessoas que você nem ao menos conhece, aos poucos me acostumo novamente. Eu estava no mercado com minha irmã e disse pra ela: “Priscila, eles estão falando em Português, olha que estranho?!” Eu só tinha me esquecido que tinha voltado ao Brasil e o português desta vez era língua oficial.

Pessoas Tatuadas

imagesAcho que na Austrália 90% das pessoas tem tatuagem, talvez pelo baixo preconceito por esse tipo de arte, era muito comum ver pessoas completamente tatuadas e cheias de piercings em qualquer lugar, seja ambiente de trabalho ou diversão. Aqui algumas vezes parece um pouco estranho olhar por vezes ao seu redor e não ver uma simples tattoo, hahaha. Ainda bem que eu trouxe a minha comigo. É só triste ver que alguns por aqui ainda levem a tattoo como algo para marginais ou pessoas que não são de bem, quanta ilusão.

Política

charge-politica-humor1
Se tem uma coisa que eu admirei no meu país foi chegar e encontrar as pessoas mais interessadas em política, problemas sociais, desigualdades e muitos outros debates. Amei chegar no Brasil e ver as pessoas lendo mais, estudando mais e brigando muito mais pelos seus direitos. Sempre que conto que estava fora muitas pessoas começavam a me falar, a questionar e procurar soluções para o Brasil que estamos enfrentando. Acho que nesses últimos anos o brasileiro se tornou mais reflexivo quanto aos problemas, só precisa agora resolver isso nas urnas, né?!

O Brasileiro é povo mais feliz do mundo e trabalhador também!

br
O australiano é um europeu abrasileirado. Eles tem todo essa educação européia mas são tão cordiais quanto os brasileiros, pelo menos foi essa impressão que eu tive. Brasileiro está sempre sorrindo, mesmo com muitos problemas não perde o humor e está lutando para conseguir o seu lugar ao sol, a única diferença é que o brasileiro conquista as coisas apesar de todas as diferenças e desigualdades sociais. Agora, se eu pedir para um australiano fazer as mesmas coisas com os subsídios que NÓS BRASILEIROS temos, provavelmente ele perderia o sorriso do rosto e sua cordialidade.

Logo logo conto mais…

Anúncios

5 termos que provavelmente você já procurou até chegar aqui!

Bom, esse post vai ser um pouco diferente dos outros. Sempre recebo comentários legais e sugestões de posts para o blog, mas dessa vez resolvi fazer diferente. Acontece que é possível acompanhar pelo ´painel de controle´do wordpress o que as pessoas estão pesquisando nos buscadores (google, é o mais famoso deles) até chegar aqui no meu blog.

Gosto sempre de acompanhar essas estatísticas e baseado nelas procuro criar conteúdo para o blog. Dessa vez o post de hoje vai ser inteiro dedicado à você que provavelmente chegou aqui por esses buscadores. Resolvi selecionar os 5 termos mais procurados e tentar responder aqui. Creio que isso facilitará a vida de outras pessoas também. Posso dizer na verdade que esse é um Post-Resumo do que já tive de bom por aqui.

Então vamos à eles:

1. ‘WILD LIFE’ Austrália

CLICHÊ! Veio para a Austráia tem que tirar foto com Koalas e Cangurús!  Foto tirada no Ballarat Park. Apesar de não estar com barba, eu simplesmente gosto muito dessa foto.

CLICHÊ! Veio para a Austráia tem que tirar foto com Koalas e Cangurús! Foto tirada no Ballarat Park.
Apesar de não estar com barba, eu simplesmente gosto muito dessa foto.

Sim! Aqui é o paraíso pra quem gosta de vida selvagem. Possivelmente você vai encontrar de tudo aqui, os animais aqui podem ser desde lindas cacatuas até mortais crocodilos de água salgada e doce sem contar as pequenas criaturas mortais como aranhas e águas vivas. É claro que não podemos esquecer das fotos com os famosos Koalas, Cangurús, Wombat e Mombats que você pode tirar nos parques espalhados pela Austrália. Se você quiser saber mais aqui vai uma lista com as principais postagens:

Animais na Austrália (separados por categorias)

Top 10 Animais mais Perigosos da Austrália

Wild Life Experience – Ballarat Park

Removendo Aranhas do seu quarto

Parques Victoria (site da instituição que cuida de todos os parques com listas e dicas de onde ir).

2. Bicicleta Melbourne

St. Kilda Road - Ciclovias sempre bem sinalizadas e respeito pelos ciclistas por parte dos motoristas.

St. Kilda Road – Ciclovias sempre bem sinalizadas e respeito pelos ciclistas por parte dos motoristas.

Melbourne é conhecida pelo incentivo ao esporte, energia limpa e por seus investimentos nesse meio de transporte alternativo que é andar de bicicleta. Sim, é possível ir para a faculdade, emprego ou cruzar toda a cidade por meio de ciclovias. Algumas cortam a cidade de norte a sul, outras você simplesmente pode utilizar o metrô para chegar até elas sem problema algum.

Aqui tem um post especial sobre isso que publiquei logo no começo do meu intercâmbio:

Guia para Ciclistas – Melbourne

3. Curiosidades

Pra mim, o maior choque foi me deparar com o inglês diferente do inglês! Aussies e seus slangs! Simplesmente divertido!

Pra mim, o maior choque foi me deparar com o inglês diferente do inglês! Aussies e seus slangs! Simplesmente divertido!

Caraca! Isso é o que mais tem que fica até difícil eu ficar falando uma por uma. Da mesma maneira que os australianos levam uma vida mais leve e relaxada eles também tem suas excentricidades que vão desde leis bizarras até o modo de vestir, comer e beber. Comer carne de cangurú, dar nome diferente para marcas conhecidas, ter um lago rosa ou até mesmo pagar por doação de esperma, é algo que você pode acompanhar nas matérias abaixo:

50 Fatos interessantes (ou não) sobre a Austrália

O Inglês Australiano

10 motivos para se mudar para Austrália

Doação de Esperma

Marcas Australianas

Lago Rosa – Pink Lake ou Salted Water Lake

10 Fatos sobre a Carne de Cangurú

Bizarras Leis Australianas

Burger King x Hungry Jack´s

4.  Melbourne

Região próxima ao Yarra River, todos os dias de hora em hora um show com fogos marca acontece de hora em hora próximo ao rio.  E sim! Ela é tudo isso, mesmo!!!

Região próxima ao Yarra River, todos os dias de hora em hora um show com fogos marca acontece de hora em hora próximo ao rio.
E sim! Ela é tudo isso, mesmo!!!

Esse é o quarto ítem e não menos importante ítem pesquisado aqui no blog. Se você pesquisou por Melbourne até chegar aqui, certamente começou bem certo! Não por ser a cidade mais linda do mundo (pra mim é, e pronto!) mas porquê ela também é a melhor cidade pra se viver, é a capital mundial da cultura, investe altamente em transporte, esportes, educação, etc.. Não me canso de citar motivos e motivos sobre essa cidade que me adotou e não me canso também de ter ótimas impressões sobre ela. Aqui vão os posts:

Meus primeiros dias em Melbourne

Turistando Low Cost 1

Turistando Low Cost 2

Melbourne é a melhor cidade para se viver e Damasco, a pior, diz estudo.

O Mundo, segundo os Brasileiros. MELBOURNE.

Fatos interessantes sobre Melbourne

Custo de Vida

E o bicho me mordeu de novo

Top 5 noites de Sexta

Melbourne é a cidade mais habitável do mundo, mais uma vez.

5. Hillsong Melbourne

Culto de Domingo no Athaenum Theatre.

Culto de Domingo no Athaenum Theatre.

Obrigado por que mesmo pesquisando por ‘RioSong’, ‘Riussong’, ‘Hellsong’ ou ‘RioSom’ você chegou aqui!!!! Yes!!!! Sempre tive uma raiz cristã e cresci embalado pelas músicas da Hillsong, principalmente Hillsong United. A sede da Hillsong é em Sydney mas nem por isso Melbourne perde em relação à isso.

A Hillsong Melbourne está dividia em 3 campus:
– City Campus: Athaenum Theatre na 188 Collins St. no CBD.

– East Capus: 32 Stud Rd, Bayswater

– West Campus: 90 Mitchell St, Maidstone

Além disso você pode se informar e ir até a célula de relacionamento mais próxima, conhecida também como ‘Connection Group’.

Cristão ou não, não importa sua religão, visite pelo menos uma vez, os cultos na verdade são como super-produções e são espetáculos à parte de tudo o que você já viu.

Bom por hoje é só!

#partiuAustrália

10 Motivos para se mudar para a Austrália hoje!

Nunca vou esquecer a primeira vez que ouvi falar da Oceania, foi numa aula de geografia na quinta-série. As poucas palavras ditas pela minha professora foram: “Esse é um continente de um país só, é a terra dos cangurus, mas sem grande importância para nós, vamos ao próximo continente”. Ouvir aquilo me deixou mais curioso e curioso a tal ponto que vim parar justamente na Austrália, este país encantador, exótico e sem igual. E pra provar que a Austrália não é apenas a “terra dos cangurus” eu vou listar aqui 10 motivos para viver na Austrália:

 

1. AUSTRALIANOS
Eles são animados e receptivos. Com um sorriso no rosto, australianos sabem como fazer você se sentir em casa. Sempre que você encontra um nativo é muito provável que ele irá perguntar como você está, o que está fazendo ou quais são os seus planos para o fim de semana. Eles estão “dando em cima de você?” Paquerando? Não! Esse é apenas o jeito cordial do australiano de tratar os outros, apenas não se esqueça de retribuir e ser cordial com eles também, isso tem muita importância pra eles.

2. MULTICULTURALISMO
A Austrália é conhecida como a nação do mundo mais amigável com os imigrantes. Asiáticos, árabes, indianos estão em grande peso por aqui. E não é só deles que a Austrália e feita, quando se trata de largar tudo e partir pra uma aventura, a Austrália é a nação “queridinha” dos europeus.  E agora vai ser dos brasileiros também.

3. COMIDA
Comida francesa, espanhola, brasileira, mexicana, asiática, tailandesa, etc.. A quantidade de imigrantes e a proximidade com os países asiáticos faz tudo se tornar mais fácil quando o assunto é alimentação. Até agora não achei nada específico australiano, o que eu achei foi a cozinha do mundo.

4. BELEZAS NATURAIS
Florestas maravilhosas, montanhas incríveis, praias paradisíacas, cenários de tirar o fôlego e até mesmo um deserto no meio do país. As paisagens não perdem em nada pra nenhum outro canto no mundo. Com dimensões continentais, a diversidade de locais para ir e admirar é incontável.

 

Fonte: Arquivo pessoa - 12 Apóstolos

Fonte: Arquivo pessoa – 12 Apóstolos

 

Fonte: arquivo pessoal - Grampians National Park

Fonte: arquivo pessoal – Grampians National Park

Arquivo pessoal: 12 Apóstolos

Fonte: arquivo pessoal: 12 Apóstolos

Fonte: Arquivo pessoal: 12 Apóstolos

Fonte: arquivo pessoal: 12 Apóstolos

Fonte: arquivo pessoal: Tasmânia - Mt. Weelington

Fonte: arquivo pessoal: Tasmânia – Mt. Weelington

 

Fonte: arquivo pessoal - Hasting Caves (TAS)

Fonte: arquivo pessoal – Hasting Caves (TAS)

Fonte: arquivo pessoal - Tasmânia - Friendly Beach

Fonte: arquivo pessoal – Tasmânia – Friendly Beach

Fonte: arquivo pessoal - Cataract Gorge

Fonte: arquivo pessoal – Cataract Gorge

Fonte: arquivo pessoal - Sydney Bonday Beach

Fonte: arquivo pessoal – Sydney Bondi Beach

Fonte: arquivo pessoal - Fim do dia em South Melbourne

Fonte: arquivo pessoal – Fim do dia em South Melbourne

Fonte: arquivo pessoal - Port Sea, Sorrento Beach (grande Melbourne)

Fonte: arquivo pessoal – Port Sea, Sorrento Beach (grande Melbourne)

5. VIDA SELVAGEM
De pequenos animais mortais como as tão temidas aranhas ou cobras australianas até os mais fofos coalas e cangurus. Se você quer encontrar vida selvagem aqui é o lugar! A convivência é tão boa que encontrar canguru no quintal da sua casa pode ser algo rotineiro. E não é mentira! No primeiro contato você acha lindo, em seguida eles passam a ser como pardais pra você no fim você acaba não dando mais moral pra eles.

Fonte: arquivo pessoal - Ballarat Wild Life

Fonte: arquivo pessoal – Ballarat Wild Life

Fonte: arquvio pessoal  - Ballarat Wild Life

Fonte: arquvio pessoal – Ballarat Wild Life

6. CLIMA
O clima é semelhante ao Brasil, entretanto as estações são bem marcadas e tudo fica mais lindo. A única diferença é que em alguns locais faz realmente calor (45ºC) e outros faz realmente frio (-10ºC). O clima australiano é em sua maioria temperado, entretanto de calor insuportável a estações de esqui você encontra na Austrália.

7. QUALIDADE DE VIDA
Parques, habitação, transportes, saúde, salário e economia aquecida. Tudo isso pode proporcionar qualidade de vida de sobra. Sem contar os momentos de lazer, parques estão disponíveis por toda a cidade e é impossível andar 2 km sem encontrar um deles e com ótima estrutura. O transporte é eficiente e quando atrasa você tem direito à bônus. Ciclovias por toda a parte. Educação é levada a sério. Com tudo isso os australianos estão sempre de bom humor e aproveitando a vida ao máximo e isso nos contagia brasileiros.

8. SEGURANÇA
Abrir o notebook numa estação deserta de ônibus, esquecer a casa aberta, andar normalmente nas madrugadas à rua ou sacar dinheiro em um caixa eletrônico sem proteção. Certamente a segurança foi um dos pontos que mais me chamou a atenção por aqui. Australianos e nós também podemos andar tranquilamente com câmeras, notebook, ipad’s, celulares sem medo e sem receio. Roubo, ladrões, estupros, etc.. Isso acontece, mas em bem menor quantidade e a polícia é sempre eficiente e disposta em ajudar.

9. ESPORTES
Partidas de futebol aos domingos à tarde? Não! A moda por aqui são o Rugby, Cricket, Golf e o Futebol Australiano que não tem nada a ver com o Soccer, o nosso futebol. Nem por isso você deixa de encontrar o futebol propriamente dito. Australianos amam surfar, mas também praticam todo e qualquer esporte. Eles têm um estilo de vida muito ativos e amam de preocupar com a beleza, assim o esporte é o maior aliado dos australianos que é um povo lindo.

10.  SENDO VOCÊ MESMO.
Já imaginou sair à rua e encontrar alguém vestido de Pikachu? Ou um senhor usando saias floridas? Mulheres de burcas? Trajes orientais? De pijama? Descalço? Com roupas e sapatos furados? Ou sem roupa? Na real os Australianos não estão nem aí com a maneira que você se veste, com a marca que você usa, com sua nacionalidade ou sua preferência sexual. A regra predominante aqui é: Seja feliz e seja você mesmo! Quando cheguei em terras australianas tive a impressão que todos eram loucos, na verdade o louco era eu por viver tanto tempo sem vir pra cá!

E finalmente as aulas começaram…

Reception no Primeiro Dia de Aula.

Reception no Primeiro Dia de Aula.

Depois de receber bastante comentário aqui no blog, resolvi fazer um post pra contar como tem sido essas últimas 2 semanas de aula, então vamos lá!

Não é novidade, mas no Brasil eu sou estudante de Medicina Veterinária; contudo, na Austrália para ser um Médico Veterinário é necessário estudar primeiramente Animal Science, Animal Veterinary Science ou Veterinary Biosciences. Esses cursos geralmente tem 3 anos de duração e após isso o estudante que quer ser Veterinário precisa estudar mais 4 anos em outra universidade para poder atuar como um Médico Veterinário propriamente dito. Esse jornada dura em média de 7 a 8 anos (dependendo do desenvolvimento do aluno).

Aqui na Austrália eu fui alocado no curso Animal Science, onde o curso é voltado para pesquisa e desenvolvimento tecnólógico na área animal, a impressão que tive é que ele é uma mistura de medicina veterinária, biologia, zootecnia e biotecnologia.

Para este primeiro semestre escolhi 4 subjects:

1. Introduction to Animal and Agricultural Sciences
Nesta matéria são apresentados conceitos-chave em ciência animal, incluindo a criação de animais, biotecnologia, nutrição, crescimento, reprodução, lactação e bem-estar animal e as grandes questões globais, como uma boa segurança e os impactos ambientais da agricultura animal. A partir da 8ª semana o curso se divide em 2, agricultura e veterinária, claro, que eu optei pela área veterinária. Os alunos que participam da opção veterinária vão pesquisar questões relacionadas com animais de companhia, animais de laboratório, animais do jardim zoológico e gestão da vida selvagem.

2.  Australian Fauna and Ecology
É um dos subjects que mais tenho gostado, nesta matéria examinamos a evolução, biologia e ecologia dos principais grupos de animais australianos. Estamos aprendendo a examinar a ecologia dos animais no nível do indivíduo, da população, da comunidade e do ecossistema, num quadro evolutivo. Os tópicos incluem métodos ecológicos, predador-presa e interação parasita-hospedeiro, os conceitos de nicho e habitat, sobre-exploração de populações naturais, concorrência e perturbação e processos que ameaçam ecossistemas australianos. Muitas das aulas práticas são baseadas quase que inteiramente no campo dentro de reservas geridas pela Universidade. Eles vão apresentar aos alunos técnicas de levantamento de campo utilizados em ambientes terrestres e aquáticos, delineamento experimental e análise de dados. Segunda passada, por exemplo, fomos CAÇAR e CONTAR Cangurús, foi muito bom!

3. Topics in Zoology
Este subject tem como objetivo aprofundar nosso conhecimento científico nas áreas selecionadas da evolução, comportamento, fisiologia e ecologia dos animais, com ênfase na fauna australiana. Os tópicos incluem: Fisiologia Reprodutiva, Insect Evolution e Ecologia, e Movimento e Metabolismo. Apesar do nome, achei totalmente diferente da Zoologia brasileira, uma vez que os assuntos são bem relacionados à fisiologia, anatomia e patologia veterinária.

4.  Animal Evolution and Diversity
Este subject apresenta uma introdução à evolução, biologia, ecologia e comportamento dos animais. Essa matéria tem foco em unir como a evolução animal tem alterado a saúde animal. Achei o tópico bem interessante, começamos a primeira aula aprendendo sobre Cancer Facial em Demônios da Tasmânia! Muito legal!

Primeira Lecture - Tasmanian Devil

Primeira Lecture – Tasmanian Devil

As aulas são dividas em Lectures (aulas teóricas c/ 1 hora de duração gerealmente de 2 à 4x por semana) e Practical Class (aulas práticas com 3 à 6 horas de duração).
Em todos os “subjects” nós temos aulas práticas, contudo as aulas teóricas não são obrigatórias, todas elas são gravadas e você pode ouvir quantas vezes quiser.

Um outro ponto interessante, é que antes da aula começar são disponibilizados todo o material necessário como pdf´s com apresentações, artigos e outros conteúdos para que você estude antes e não fique perdido nas “Lectures”, com isso a aula rende e apesar de apenas 1 hora o professor consegue passar todo o conteúdo.

As aulas práticas são interssantes, mas não fogem muito do que já vimos no Brasil, a única diferença é que realmente elas acontecem, por aqui não há enrolação.

Pelo menos nessas duas semanas a impressão que tive e que tenho até agora é que o sistema de ensino aqui é INDEPENDENTE, e isso é muito bom, acho que quando alguém entra na universidade é este alguém que definirá a importância que terá sua formação, ou seja, se você quiser faltar das lectures ou não ir as aulas, tudo bem, contudo nos exams, em outras atividades ou até mesmo no futuro você não terá muito sucesso. As aulas são bem reduzidas, são diretas e específicas, não existe brincadeira entre professor e aluno e nem enrolação. Os professores chegam, dão o conteúdo e vão embora, dificilmente eles comentam sobre outras coisas, a aula flui e a gente aprende.

Tenho muita coisa ainda pra contar por aqui, tudo tem sido novo, mas como agora sou “independente”, preciso correr lá e estudar um pouquinho, senão o bixo pega!

Em breve conto mais,

#PartiuAustralia

Os 20 e tantos são tão melhores que os 20 e poucos.

26 anos

Recebi um texto de um amigo hoje e achei sensacional, bem válido postar aqui, ainda mais pra quem assim como eu já tem 26 anos. Como o tempo passa e a gente reflete na vida, ler esse texto me faz ver o quanto as coisas mudaram e vão mudar mais ainda, enjoy!

Agora aos 26 anos, já não enxergo mais o mundo como quando tinha 22. Ainda bem, e afirmo com toda a certeza: ter vinte e tantos anos é muito melhor do que ter vinte e poucos anos.

Com vinte e tantos, já não somos tão ansiosos e impetuosos quanto antes. Geralmente já conquistamos alguma coisinha ou outra da qual podemos nos orgulhar. Temos confiança no nosso taco e já não somos tão franco-atiradores – mas ainda temos energia para a ousadia. Já provamos para nós mesmos que somos capazes de sair da casa dos pais e cuidar da nossa própria. Com 20 e tantos, já não precisamos morar em um muquifo ou em uma república com mais dez, porque ganhamos mais do que R$ 600 + vale transporte.

Aprendemos a selecionar melhor nossos amigos e dar todo o valor a eles. Já sentimos a energia negativa dos truqueiros de primeira, algo que talvez aos vinte e poucos estivéssemos embriagados demais para perceber. Respeitamos mais os pais e aproveitamos todos os segundos em família, com a chegada dos sobrinhos e os filhos dos primos. Os pais já não enchem mais tanto o nosso saco tentando proibir, mas ainda se preocupam em nos acolher quando estamos estressados, doentes, trabalhando demais, ou de coração partido.

Ah, o amor. Com vinte e tantos, se não te ligam [ou mandam Whatsapp né, 2013] no dia seguinte, foda-se. Já temos amor próprio e a certeza de que se a gente quiser, a fila voa. Só se quiser mesmo, porque a maturidade tira o desasossego e nos ensina a se aceitar e ficar tranquilo solteiro, e às vezes melhor sozinho, porque dá muito trabalho ficar de papo furado.

Passamos a evitar os programas que vão ser uma baita de uma função, que na época da faculdade a gente só ia porque precisava se enturmar. Escolhemos melhor nossas viagens e principalmente nossas companhias de viagens. Ao invés de querer visitar cinco países na Europa em dez dias, escolhemos um só lugar e ficamos quinze dias explorando cada cantinho da cidade. Cultivamos o hábito de comprar coisas para a nossa casa, que começa a ser o nosso templo.

Viramos mais generosos com as nossas diaristas, porteiros e zeladores, e sempre damos um monte de coisa bacana de presente a eles. Bebemos mais água porque a dermatologista recomendou, e nosso corpo funciona melhor. Paramos de fumar, pela saúde e pela cafonice. Apagamos as mp3s de David Guetta, Calvin Harris, e afins, e pesquisamos música nos discos dos nossos pais, que estão cheios de jazz e ótima música brasileira.

Com vinte e tantos anos, a gente só quer do nosso lado gente que nos agrega. Amor, amizade, ou os dois. Que te indica um filme, que te leva pra conhecer um lugar novo, que te convida pra jantar e paga porque recebeu salário ontem, que sabe o telefone do melhor acupunturista, que tem as melhores dicas de viagens, que te escuta. Porque você também é essa pessoa que faz tudo por seus amores e amizades.

[via Caio Braz].

Com que roupa?

Pijamas ou roupas de bichos.

Pijamas ou roupas de bichos.


“Pois esta vida não está sopa. E eu pergunto: com que roupa? Com que roupa que eu vou. Pro samba que você me convidou? Com que roupa que eu vou. Pro samba que você me convidou?”

Coelho Famosão do Centro (City CDB)

Coelho Famosão do Centro (City CDB)

Se Noel Rosa fizesse hoje essa pergunta pra mim, certamente não saberia responder. Depois de tanta andança vim para em um país totalmente confuso quando o tema é “com que roupa?“.

Hoje, voltando pra casa, no tram, havia um rapaz um tanto peculiar: camisa, bermuda social, meia vermelha e sapato. Normal? Talvez, se a meia não estive esticada até os joelhos e um sapato com o pé direito dentro e o esquerdo fora.

Nesta mesma hora, olhei para meu amigo e disse: “-Se você quiser ser normal por aqui, a última coisa que tem que fazer é ser normal!”

Quando morei em Porto, um dia trombei em um rapaz na rua e ele me disse: “Hey! Irmão! Toma cuidado que aqui você não está no Brasil!” na hora não sei como ele me identificou como Brasileiro, mas uma amiga me olhou e disse: “-Por causa de suas roupas! Olha só, você está de calça jeans, tênis e camiseta, bem americano!” e me recomendou um texto, sobre impressões de um francês sobre o Brasil, pediu pra eu ler o item 8:

“Aqui no Brasil, os homens se vestem mal em geral ou seja não ligam. Sapatos para correr se usam no dia a dia, sair de short, chinelos e camisetas qualquer e comum. Comum também é sair de roupas de esportes mas sem a intenção de praticar esporte. Se vestir bem também é meio gay.” Leio texto na íntegra aqui.

A partir daí comecei a me preocupar um pouco mais com esse lance de roupa e tal… Comprei roupas diferentes e comecei a seguir um pouco a regra…  Whatever!

Quando vim para Austrália, li que este país era colonizado por Europeus, pronto! Estava tranquilo e não ia me preocupar com roupas, até chegar aqui…
No metrô, no tram, no ônibus, na faculdade ou nas ruas, é muito comum as pessoas olharem pra nós, (não entendo o porquê), e a impressão que tenho que é por causa das nossas roupas, um tanto diferente pra eles, acho que não estamos nos vestindo muito bem, não estamos agradando. Sabe porquê?

Porque a última coisa que não dá pra se ter aqui é REGRA! Hahahaha

É muito comum você ir para as ruas e se deparar com pessoas vestidas de coelhos, gatos, cachorros e o zoológico inteiro, ou meia social até o joelho com tênis,  homem com saia feminina,  camiseta listrada com calça xadrez, ou roupas que até parecem ser ligadas na tomada de tão neon que são, é comum encontrar “cosplays” nas ruas ou até mesmo pessoas vestidas de plástico, ah! Piriguetes tem por aqui também.

Um senhor, tranquilo de saia na rua.

Um senhor, tranquilo de saia na rua.

A lição que tiro disso é que por aqui a última coisa que importa é a forma com que você se veste, o importante é sentir-se a vontade, dificilmente você vê alguém sendo discriminado pela forma que se veste, e se você combina ou não roupas, problema é seu! A influência e essa mistura de várias nações, principalmente de países asiáticos, resultam em toda essa pluralidade e multiculturalismo que a gente encontra por aqui refletidos nas roupas também.

É evidente que não se pode generalizar, e sim, tem geste bem vestida também, talvez o post tenha sido um tanto sensacionalista quanto à isso (risos)…

Depois de 2 meses tenho começado a acostumar, e se eu voltar pro Brasil todo “descombinado”, não perguntem o que aconteceu, vocês já sabem o motivo.

Então,

#PartiuAustrália (só que sem roupas de bichinhos, ok?!).

As “buzinadas” em Melbourne.

 Car Horn

Brasil, seis horas da tarde de sábado, domingo ou outro dia qualquer, você chegando em casa e aquelas senhoras no portão de casa conversando (fofocando), algumas cadeiras nas calçadas, vizinhos reunidos ou simplesmente você no portão da sua casa conversando com seus amigos. Esse costume brasileiro é uma das coisas que mais sinto falta por aqui.
Depois de um mês em Melbourne alugamos uma casa muito bacana e com um quintal com bastante espaço em frente pois nossa ideia era poder manter esse mesmo costume, a gauchada por aqui sonhava em ir à frente da casa com seu chimarrão e passar tardes e tardes conversando. Isso em regra seria muito fácil, até que ficar na frente da casa pareceu um tanto barulhento e incômodo pra nós.
Nós não conseguimos entender porque “tomávamos” tantas buzinadas e alguns xingamentos.

O fato de simplesmente estar na frente da NOSSA CASA já era motivo pra tomar uma dezena de buzinadas.


Já um tanto confusos com isso e por não saber se éramos novidade ou alguma “espécie exótica” por aqui que causasse tanto transtorno assim, resolvemos ir perguntar ao nosso locatário que apesar de chinês é naturalizado aqui.
O Sr. Ling (apelidado por nós de Xao Ling) nos explicou que tomamos todas essas buzinadas por que o australiano não tem costume de ficar à frente de suas casas e que isso só acontece quando eles estão com algum problema que geralmente tem de chamar bombeiros, polícia ou ambulância e tem que ficar em frente de casa esperando pelo socorro. Outro motivo das buzinadas é que em alguns casos ficar em frente de casa parece um tanto suspeito, a interpretação dos australianos é que na verdade estamos “vigiando a casa para depois possivelmente roubar, as buzinas nesse caso seriam para nos “espantar” e alertar as pessoas das outras casas, segundo o “Xao Ling” já houve alguns em que polícia foi acionada inclusive com helicóptero, roubar casas deve ser bem incomum por aqui, estamos falando da melhor cidade do mundo para se viver… Não sei se o que ele falou é desse jeito mesmo, não quero “pagar pra ver”.
Já que ninguém quer ser mal interpretado por aqui, o jeito é entrar pra casa e conversar e tomar chimarrão da porta pra dentro afinal, não queremos helicópteros nem força aérea tática especial para controlar o que estamos conversando, comendo ou bebendo, welcome to Melbourne, the best city to live, with privacy.